sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Opinião - Carnaval e tristeza - Diário do Nordeste

 

Carnaval e tristeza

28/1/2011

O Carnaval trará consigo o som dos batuques, dos atabaques e dos afoxés, o ritmo das escolas de samba, a alegria do frevo e a cadência dos maracatus, mas, em surdina, fazendo contraponto, ouvir-se-á o réquiem pelas centenas de vítimas das enchentes do Rio de Janeiro e de outros milhares silenciados e mortos pela violência.
A catarse popular, numa forma de buscar-se ou de perder-se, sonhará sonhos de alegria e de felicidade, mesmo passageiros - pois passageira é a vida e o seu rosário de dores e de infortúnios. Todos, por um momento, sentir-se-ão outro - reis, rainhas, valetes ou simples coadjuvantes da tragicomédia humana, ao som dos foliões vassalos transformados em súditos de momo e de Dionísio, tal como sucedia na Roma dos imperadores pagãos, a ofertarem pão e circo às massas sedentas de espetáculos. A carne, de onde advém Carnaval, será mais uma vez celebrada, ao impulso do prazer orgiástico, das emulações do sexo e do álcool.
A dor, a lágrima, a tristeza, a fuga do sorriso, estes sentimentos serão mais que nunca experimentados pelos órfãos sobreviventes, pelos avós sem netos , pelos netos sem avós, pelo marido sem esposa, e vice-versa. Um toque de silencio, apenas percebível no coração, ganhará os céus como saudade sem remédio em homenagem pela vida do caçula, mal completara 15 anos - abatido por bala sem destino ou com destino certo.
Será, portanto, um Carnaval de contrastes, acentuando a loucura e a indiferença de uns para com os outros. Mas a vida é como uma roda, uma roda gigante, como o poeta a comparou. Enquanto uns vão entrando, outros vão saindo, e todos vão girando na roda da vida, indecifrável e indefinida.
Para uns, o réquiem, para outros, o ronco das cuícas e das batidas dos pandeiros, ao som dos reco-recos. Sempre foi assim. E o homem continuará a interpretar múltiplos papéis no palco da existência, alternando comicidade e tragédia, tais como as agora vivenciadas na sociedade, na política, no desgoverno dos homens. Saravá, meu pai, avoé.
Eduardo Fontes - jornalista

Opinião - Carnaval e tristeza - Diário do Nordeste

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Rio: polícia prende suspeito de abusar de vizinha de 11 anos

 

Rio: polícia prende suspeito de abusar de vizinha de 11 anos
27 de janeiro de 2011 08h28

Um homem de 50 anos, acusado pela própria mulher de abusar sexualmente de uma vizinha de 11 anos, foi preso no início da madrugada desta quinta-feira por policiais do Grupamento de Ações Táticas (GAT) da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro da Formiga, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro.

A mãe da menor contou que conversava com amigas por volta das 21h30 quando a mulher do vizinho Édson Machado da Silva, 50 anos, chegou dizendo que havia flagrado, pela janela, o homem acariciar a menina dentro do quarto. A criança confirmou à mãe que havia sido molestada por Édson. Acionados, os policiais da UPP iniciaram um cerco, reforçaram o policiamento nas princiais vias de acesso à comunidade e encontraram o suspeito em uma mata da localidade conhecida como Niteroizinho.

Segundo o policial Artur Costa, o suspeito teria confessado o crime e assumido a autoria de pelo menos outros cinco abusos a meninas da comunidade, todas com idade inferior a 15 anos. Édson alegou sofrer de problemas psicológicos. Segundo a polícia, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) constatou que houve abuso, porém sem penetração.

A mãe da vítima disse que a filha contou que o suspeito já a tinha abordado, dizendo que vinha tendo sonhos eróticos com ela. Ainda segundo a mãe, a filha teve a boca tampada e foi levada para o quarto do acusado, do lado de fora da casa. Ele e a mulher vivem juntos, mas dormem em quartos separados, segundo a mãe da menina.

Édson vai responder pelo crime de estupro de vulnerável e pode ser condenado a uma pena de 8 a 15 anos de prisão. A menina foi encaminhada para exame psicológico.

Com informações do jornal O Dia.

Rio: polícia prende suspeito de abusar de vizinha de 11 anos

Número de mortos na região serrana chega a 844

 

Nova Friburgo ainda é o município com o maior número de vítimas: 404

O número de mortos em consequência das chuvas na região serrana do Rio de Janeiro já chega a 844, segundo dados divulgados pelas prefeituras. São 404 mortos em Nova Friburgo, 344 em Teresópolis, 67 em Petrópolis, 22 em Sumidouro, seis em São José do Vale do Rio Preto e um em Bom Jardim.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro informou na noite de quarta-feira (26) que o número de desaparecidos na região serrana em razão das fortes chuvas chegava a 518 até as 20h30.

De acordo com o levantamento da Promotoria, Teresópolis tem 239 desaparecidos, Nova Friburgo possui 169. Petrópolis procura por 61 pessoas.

Três pessoas são procuradas em Sumidouro, duas em Bom Jardim, uma em São José do Vale do Rio Preto e outras 43 em localidades não informadas

A lista nominal pode ser consultada no site do Ministério Público. Em Petrópolis, o cadastro de desaparecidos está funcionando na Coordenação do Centro Regional, na rua Marechal Deodoro 88, no centro, ou no distrito de Itaipava, na estrada União Indústria, sem número, ao lado do Corpo de Bombeiros. Os postos funcionam de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h.

Em Teresópolis, o posto funciona na praça Luís de Camões s/nº, no centro, e o de Nova Friburgo, na praça Demerval Barbosa s/nº, no centro.

O registro de desaparecimento de familiares ou conhecidos também pode ser feito por meio de formulário disponível no site do Ministério Público, ou pelos telefones (21) 2283-6466, 2283-6460, 2283-5674, 2283-6489 e 2283-6498.

Tragédia das chuvas

O forte temporal que atingiu o Estado do Rio de Janeiro no dia 11 deste mês deixou centenas de mortos e milhares de sobreviventes desabrigados e desalojados, principalmente na região serrana.
As cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro, São José do Vale do Rio Preto, Bom Jardim e Areal foram as mais afetadas e decretaram estado de calamidade pública.

Serviços como água, luz e telefone foram interrompidos, estradas foram interditadas, pontes caíram e bairros ficaram isolados. O número de mortos passa de 800 e também há mais de 500 desaparecidos.

Veja algumas fotos

No dia 14, a presidente Dilma Rousseff liberou R$ 100 milhões para ações de socorro e assistência às vítimas. Além disso, o governo federal anunciou a antecipação do Bolsa Família para os 20 mil inscritos no programa nas cidades de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis. Nesta quinta-feira (27) a presidente volta ao Estado para anunciar a entrega de 2.000 casas para desabrigados nas três cidades.

Na última segunda-feira (24), casas em áreas interditadas começaram a ser demolidas em Nova Friburgo. Além das casas que serão construídas pelo governo federal, 8.000 serão feitas pelo governo estadual.

O Estado ainda estuda os terrenos que abrigarão os novos imóveis, para fazer toda a preparação necessária e oferecer a infraestrutura para a instalação dos condomínios.
Além dos novos apartamentos, o Estado espera recursos do Banco Mundial, de até R$ 850 milhões, para obras de contenção e compra de áreas para a construção de residências nas cidades afetadas. A expectativa do governo fluminense é que R$ 350 milhões já sejam liberados em abril.

Número de mortos na região serrana chega a 844

Rio: tenente devolve itens furtados no Complexo do Alemão

 

Rio: tenente devolve itens furtados no Complexo do Alemão
27 de janeiro de 2011 11h18 atualizado às 11h22

Um tenente do Exército devolveu dois aparelhos de ar-condicionado e uma chopeira furtados no início do mês de uma casa abandonada no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Segundo a Seção de Comunicação Social da Força de Pacificação, a sindicância aberta em 4 de janeiro para investigar o caso chegou à conclusão de que há indícios de crime. O oficial foi denunciado por soldados.

Ainda de acordo com a Força de Pacificação, foi instaurado um Inquérito Policial Militar (IPM), iniciando um processo judicial que irá apurar as responsabilidades do oficial e de outros dois militares envolvidos. Além deles, o Exército informou ter afastado outros 27 militares, que ficarão nos quartéis como testemunhas. O tenente possui dois anos de atividade como oficial, enquanto os outros dois possuem dois anos e três anos e meio de tempo de serviço.

O Exército informou em nota que a conduta do pelotão que presenciou o fato e denunciou o comportamento isolado de seu comandante é uma demonstração do integral respeito à legalidade.

Os militares envolvidos permanecem afastados das atividades da Força de Pacificação e prosseguem cumprindo o expediente em seus quartéis de origem, uma vez que a fase investigativa ainda não se encerrou. O IPM será concluído em até 40 dias.

Rio: tenente devolve itens furtados no Complexo do Alemão

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Mais corpos são achados em Teresópolis e Nova Friburgo

 

Mais corpos são achados em
Teresópolis e Nova Friburgo

Total de mortos na região serrana já chega a 820

Do R7 | 25/01/2011 às 08h33

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Chegou a 820 o número de mortos por causa das enchentes e deslizamentos que devastaram a região serrana do Estado do Rio de Janeiro há duas semanas, de acordo com informações da Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil, prefeituras e Polícia Civil.

Nova Friburgo continua sendo a cidade mais castigada, com 395 mortos, de acordo com números divulgados pela Secretaria de Saúde e Defesa Civil.

Em Teresópolis, foram encontrados 329 corpos; em Petrópolis, 67; e em Sumidouro, 22. Em São José do Vale do Rio Preto foram achados seis corpos, de acordo com a prefeitura local. Em Bom Jardim, foi computada uma morte.

Tragédia das chuvas

O forte temporal que atingiu o Estado do Rio de Janeiro no dia 11 deste mês deixou centenas de mortos e milhares de sobreviventes desabrigados e desalojados, principalmente na região serrana.
As cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro, São José do Vale do Rio Preto e Bom Jardim foram as mais afetadas. Serviços como água, luz e telefone foram interrompidos, estradas foram interditadas, pontes caíram e bairros ficaram isolados. Equipes de resgate ainda enfrentam dificuldades para chegar a alguns locais.

Veja as galerias de fotos

No dia 14, a presidente Dilma Rousseff liberou R$ 100 milhões para ações de socorro e assistência às vítimas. Além disso, o governo federal anunciou a antecipação do Bolsa Família para os 20 mil inscritos no programa nas cidades de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis.

Empresas públicas e privadas, além de ONGs (Organizações Não Governamentais) e voluntários, também estão ajudando e recebem doações.
Os corpos identificados e liberados pelo IML (Instituto Médico Legal) são enterrados em covas improvisadas. Hospitais continuam com feridos internados. Médicos apelam por doação de sangue e remédios. Os próximos dias prometem ser de muito trabalho e expectativa pela localização de corpos.

Em visita à região de Itaipava, em Petrópolis, o governador Sérgio Cabral (PMDB) disse que ricos e pobres ocupavam irregularmente áreas de risco e que o ambiente foi prejudicado.

- Está provado que houve ocupação irregular, tanto de baixa quanto de alta renda. Está provado, também, que houve dano da natureza. Isso não tem a ver com pobre ou rico.

Doações na Igreja Universal

Para ajudar as vítimas, você pode doar água e alimentos não perecíveis em qualquer templo da Igreja Universal do Reino de Deus no Estado do Rio de Janeiro.

Mais corpos são achados em Teresópolis e Nova Friburgo

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Chuvas causam mortes no país; veja mapa

 

Quarta-feira, 12 de janeiro de 2011 - 21h32       Última atualização, 13/01/2011 - 21h54

Chuvas causam mortes no país; veja mapa

Visualizar Chuva causa mortes na região Sudeste em um mapa maior

Da Redação

cidades@eband.com.br

As fortes chuvas que atingem o país deixaram um rastro de mortes e milhares de pessoas desabrigadas ou desalojadas. Desde o início de dezembro, os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Goiás sofrem com os temporais que provocam enchentes e deslizamentos de terra.
O mapa mostra as cidades onde foram registradas mortes por conta das chuvas desde o dia 1º de janeiro. Os dados serão atualizados de acordo com as últimas informações divulgadas pelas autoridades.
Como ajudar
Algumas medidas começam a ser tomadas, tanto pelo poder público quando pela iniciativa privada, para o recolhimento de doações para as vítimas das chuvas. Podem ser doados água potável, alimentos, roupas, cobertores, colchonetes e itens de higiene pessoal, como sabonete, pasta de dente e fralda descartável.

Rio de Janeiro
- Rede BandNews
A Rede BandNEws recebe doações em sua sede na Rua Álvaro Ramos, 350 - Botafogo
- Polícia Rodoviária Federal
Doações podem ser entregue em 25 pontos de coleta, nas rodovias BR-040 e da RJ-116.
Informações pelo telefone: 191
- Polícia Militar Estadual
Todos os batalhões recebem doações. Confira endereços aqui
- Supermercados
Rede Pão de Açúcar (Pão de Açúcar, ABC Compre Bem, Sendas , Extra Supermercados e Assaí)
- Cruz Vermelha
Praça Cruz Vermelha, 10/12 Térreo Centro
Tel.: (21)2508.9090
- Associação Viva Rio
Rua do Russell, 76, Glória
Conta: Banco do Brasil
Agência: 1769-8
Conta corrente: 411396-9
Teresópolis
- Ginásio do Pedrão
Rua Tenente Luiz Meirelles 211, no bairro Várzea, Centro.
- Conta: “SOS Teresópolis – Donativos”
Banco do Brasil
Agência: é 0741-2
Conta, 110000-9
Petrópolis
- Igreja Wesleyana, no Vale do Cuiabá
- Igreja de Santa Luzia, na estrada das Arcas
- Sede da Secretaria de Trabalho, Ação Social e Cidadania, na Rua Aureliano Coutinho,  81, Centro
Minas Gerais
A Defesa Civil estadual informou que orientou para que as prefeituras de cada município faça a campanha, com foco nos produtos e serviços que o município mais necessita. Segundo o órgão, essa ação facilita que as doações cheguem mais rápido aos necessitados.
- Cruz Vermelha
Alameda Ezequiel Dias, 427- Centro
Tel.: (31) 3224.2987 / (31) 3226.4233
São Paulo
Defesa Civil
Rua Afonso Pena, 130, no Bom Retiro, na capital paulista.
- Cruz Vermelha
Av. Moreira Guimarães, 699 - Indianópolis
Tel.: (11) 5056-8666
Atibaia
- Fundo Social de Solidariedade
Rua Adolfo André, 1.055, no Centro
Outros Estados
A Cruz Vermelha e a LBV também recebem doações em todos os Estados.

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Rio de Janeiro reconstruirá 150 escolas para início do ano letivo

Do Metro

cidades@eband.com.br

Enquanto as equipes de salvamento continuam as buscas na Região Serrana (até ontem, 811 corpos foram encontrados), a reconstrução das cidades atingidas começa a ser planejada. Ontem, construtoras de pequeno e médio porte de Nova Friburgo se reuniram com o vice-governador, Luiz Fernando Pezão, para definir um plano diretor para a cidade. As empresas podem apresentar projetos até quarta-feira.
Segundo Pezão, por causa da volta às aulas, as obras de recuperação das 150 escolas da Região Serrana atingidas pelas chuvas começam hoje. Além disso, 192 pontes serão reconstruídas. A verba será retirada dos R$ 100 milhões liberados pelo governo federal. Pezão anunciou também as obras de mil apartamentos na próxima semana em Nova Friburgo. No total, serão dez mil casas em toda a região.
Também em Nova Friburgo, será criado um parque de 20 quilômetros de extensão, em Córrego Dantas, uma das áreas mais castigadas pela tragédia – o Vale do Cuiabá, em Petrópolis, também ganhará um parque.
De acordo com o presidente da Empresa de Obras Públicas do Estado (Emop), Ícaro Moreno Junior, o parque de Nova Friburgo vai ocupar uma área de 20 quilômetros de extensão por 100 metros de largura, com áreas de lazer, ciclovia e quadras esportivas. “Ele terá uma dimensão tamanha que toda a região vai usar esse parque. Tanto Teresópolis, como Petrópolis, Nova Friburgo e toda a região no entorno”, garantiu Moreno.
Ontem, cerca de 30 cães e gatos resgatados após o temporal foram adotados em menos de 10 minutos em uma feira realizada na Lagoa, próximo ao Corte do Gantagalo. Organizada por veterinários e grupos ligados à defesa dos animais, a feira começou às 10h, mas desde 6h havia fila.

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Mortos por chuvas no Rio chegam a 257 - Últimas Notícias - MSN Estadão

 

Mortos por chuvas no Rio chegam a 257

Mortos por chuvas no Rio chegam a 257

Fábio Motta/AE

"Dezenas de casas foram destruídas em Teresópolis"

RIO, TERESÓPOLIS e NOVA FRIBURGO - Um temporal na região serrana do Rio nesta madrugada provocou a maior catástrofe natural desde 1967 em um só dia no Brasil. Deslizamentos de toneladas de terra, quedas de pedras gigantescas e enxurradas comparadas a tsunamis atingiram moradores, tomaram bairros inteiros e inundaram prédios em segundos. Regiões de Teresópolis, Nova Friburgo e Petrópolis ficaram destruídas ou tomadas pela lama, em um cenário semelhante ao provocado pelo furacão Katrina, que devastou a cidade americana de Nova Orleans, nos Estados Unidos, em 2005. As prefeituras dos três municípios atingidos contam 257 mortes, mas admitem que o número de vítimas pode subir, pois equipes de resgate têm dificuldade de acesso aos locais dos desmoronamentos. Pelo menos três estradas que cortam a região precisaram ser interditadas parcialmente, o que atrapalhou ainda mais o acesso de homens da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros.

A região serrana é formada por montes cobertos pela Mata Atlântica, onde os solos são mais instáveis e mais propensos a deslizamentos. A construção de casas e prédios em vales, próximos a rios, também facilita as formação de enchentes. Em 1988, um temporal havia deixado 171 mortos em Petrópolis, na maior tragédia provocada pela chuva na região serrana até hoje.

Famílias inteiras morreram com a força da enchente ou com deslizamentos. Em alguns pontos, rios subiram até 5 metros e invadiram casas enquanto os moradores dormiam. Centenas de casas foram varridas pela terra que desceu as encostas, arrastando árvores e pedras.

Com ruas e estradas bloqueadas, equipes de buscas têm dificuldade para remover corpos ou tentar resgatar moradores presos sob escombros. A pedido do governador Sérgio Cabral, a Marinha colocou à disposição dois helicópteros para transportar homens e equipamentos do Corpo de Bombeiros para a região serrana. Partes das três cidades ficaram sem água, telefone e energia elétrica.

Até agora, Teresópolis foi o município que registrou o maior número de mortes: 130. A prefeitura decretou estado de calamidade pública e informou que mais de 2 mil pessoas tiveram que deixar suas casas. 'É a maior catástrofe da história do município', declarou o prefeito Jorge Mário Sedlacek.

Segundo a Defesa Civil, 17 bairros foram atingidos por enchentes e deslizamentos. A área mais afetada foi a periferia da cidade, nas regiões conhecidas como Caleme, Poço dos Peixes, Posse e Granja Florestal. Cerca de 800 homens trabalham em equipes de resgate e atendimento aos desabrigados. Moradores tentavam encontrar parentes e carregavam corpos encontrados sob a terra. Uma igreja da cidade foi usada como local para que os mortos pudessem ser reconhecidos.

No município de Nova Friburgo, três bombeiros que tentavam resgatar moradores de um prédio que havia desabado foram soterrados. A cidade ficou praticamente sem comunicação durante todo o dia de hoje, com linhas de telefonia fixa danificadas e sistema precário de telefonia celular. As autoridades confirmaram a morte de 97 pessoas. Uma encosta do município desmoronou e a lama invadiu a Igreja de Santo Antônio. O teleférico de Nova Friburgo, um dos pontos turísticos da cidade, também foi tomado pela terra.

Em Petrópolis, a região mais atingida foi o Vale do Cuiabá, no distrito de Itaipava. Condomínios de classe média-alta, pequenas casas e pousadas foram invadidos rapidamente pela água dos rios Santo Antônio e Cuiabá, que subiram até 4 metros acima do nível normal. Nesta região, 14 pessoas que estavam em um sítio morreram. A força da enxurrada derrubou construções e provocou a morte de pelo menos 30 pessoas na cidade. Segundo a prefeitura, o número de vítimas pode passar de 40 apenas no Vale do Cuiabá.

O vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, sobrevoou a região e visitou as áreas atingidas. O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, e o ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, também estiveram nas cidades. A presidente Dilma Rousseff anunciou que sobrevoaria os locais amanhã. O governador Sérgio Cabral, que está fora do País, também deve visitar as cidades nesta quinta-feira.

Em pouco mais de 24 horas, o volume de chuva na região - especialmente em Nova Friburgo - superou em 30% os índices pluviométricos registrados em todo o mês de janeiro do ano passado. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia é de chuva moderada ou forte na região serrana até o fim da semana.

(Bruno Boghossian, Márcia Vieira, Felipe Werneck, Marcelo Auler, Pedro Dantas, Wilson Tosta, Kelly Lima)

Texto atualizado às 21h50.

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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Jornal do Brasil - Rio - Polícia abre inquérito para investigar morte de cabo do Bope em Campo Grande

 

Polícia abre inquérito para investigar morte de cabo do Bope em Campo Grande

Jornal do Brasil

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RIO - A Polícia Civil informou que já abriu inquérito para investigar a morte do cabo do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM, Alessandro Costa Lopes do Nascimento, de 32 anos, que foi morto junto com o primo Leonardo Lopes da Silva, 37, quando estavam em um bar em Campo Grande. 

O caso está sob responsabilidade da Divisão de Homicídios, na Barra, mas ainda não há informações sobre a motivação do crime. 

O crime aconteceu dentro do Conjunto Santa Maria, que fica na Rua Maria Pereira Pinto, durante a virada no Réveillon quando os primos estavam em um bar. O policial não estava de serviço. Segundo agentes do 40º BPM (Campo Grande), ocupantes de um veículo – ainda não identificado – desceram e dispararam contra os dois homens. Eles morreram ainda no local.

Os corpos das vítimas foram enterrados neste domingo (2) no Cemitério de Campo Grande. Policiais do Bope prestaram a última homenagem a Alessandro e carregaram o caixão do cabo.

Jornal do Brasil - Rio - Polícia abre inquérito para investigar morte de cabo do Bope em Campo Grande

Jornal do Brasil - Rio - Pacificação de favelas do Alemão e da Vila Cruzeiro favorece empreendedorismo

 

Pacificação de favelas do Alemão e da Vila Cruzeiro favorece empreendedorismo

Agência Brasil

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A pacificação do complexo de favelas do Alemão e da Vila Cruzeiro, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, além de aumentar a segurança nas comunidades, ampliou as possibilidades de quem deseja fazer negócios. De acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico Solidário, Marcelo Henrique da Costa, desde a ocupação pelas forças policiais, 300 pequenos empreendedores locais já se formalizaram ou estão com o processo de legalização em andamento.

A prefeitura estima que existam na região aproximadamente 7 mil negócios de diversos ramos, dos quais 95% são informais.

De acordo com o secretário, com a saída do poder paralelo, o empreendedorismo encontra espaço para se consolidar. O conjunto de favelas está ocupado pelo Exército desde o fim de novembro. A área era dominada por uma facção criminosa responsável pelo tráfico de drogas.

“A violência, tanto do narcotráfico quanto das milícias, asfixia o empreendedorismo, a vontade de empreender e as possibilidades de fazê-lo. A partir do momento em que o território passa a fazer parte da cidade, várias situações começam a mudar. Algumas delas só serão sentidas daqui a alguns anos, mas outras já são percebidas de imediato e uma delas é a chegada de cursos de capacitação e a formalização de micro e pequenos empreendimentos”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.

Somente no fim de semana posterior à ocupação das favelas, quando a prefeitura levou à comunidade o Projeto Empresa Bacana, 111 empreendedores que trabalhavam na informalidade puderam se registrar gratuitamente para formalizar seus negócios, tornando-se microempreendedores individuais.

O secretário Marcelo Henrique da Costa destacou as vantagens para o empreendedor que legaliza seu negócio. “Quando isso acontece, o empreendedor passa a ter garantidos seus direitos trabalhistas, tem acesso ao crédito mais barato e pode ampliar seus negócios”, acrescentou.

Esses benefícios já estão sendo percebidos pela pequena empreendedora Clarice Eugênia, de 30 anos. Ela, que vende de porta em porta bijuterias e cosméticos às vizinhas, conseguiu formalizar seu negócio durante a visita do Empresa Bacana e agora espera reduzir os custos para comprar mercadorias e ampliar os lucros.

“Como estou formalizada, pude pedir uma máquina de cartão de crédito que, com certeza, vai me permitir aumentar o número de clientes. Hoje só posso vender a prazo para clientes cadastradas, com nome no meu caderninho. Além disso, como agora tenho CNPJ [Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica], vou poder comprar as mercadorias direto dos fabricantes e ter um custo pelo menos 50% menor”, contou ela, que já havia participado de cursos de capacitação em pequenos negócios do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na comunidade.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico Solidário informou, ainda, que estuda implantar no local um centro comercial para escoamento das mercadorias da economia popular.

Jornal do Brasil - Rio - Pacificação de favelas do Alemão e da Vila Cruzeiro favorece empreendedorismo